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11月16日 A idade e a mudança - Lya Luft
Lya Luft Mês passado participei de um evento sobre o Dia da Mulher. Era um bate-papo com uma platéia composta de umas 250 mulheres de todas as raças, credos e idades. E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi. Foi um momento inesquecível... A platéia inteira fez um 'oooohh' de descrédito. Aí fiquei pensando: 'pô, estou neste auditório há quase uma hora exibindo minha inteligência e a única coisa que provocou uma reação calorosa da mulherada foi o fato de eu não aparentar a idade que tenho? Onde é que estamos?' Onde não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado 'juventude eterna'. Estão todos em busca da reversão do tempo. Acho ótimo, porque decrepitude também não é meu sonho de consumo, mas cirurgias estéticas não dão conta desse assunto sozinhas. Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas mesmo em idade avançada. A fonte da juventude chama-se "mudança". De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver antes da hora. A única maneira de ser idoso sem envelhecer é não se opor a novos comportamentos, é ter disposição para guinadas. Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos. Mudança, o que vem a ser tal coisa? Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme em que morou a vida toda para um bem menorzinho. Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras que havia guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar uma vida mais compacta e simplificada, rejuvenesceu. Uma amiga, casada há 38 anos, cansou das galinhagens do marido e o mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos. Rejuvenesceu. Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou um baita emprego por um não tão bom, só que em Florianópolis, onde ela vai à praia sempre que tem sol. Rejuvenesceu. Toda mudança cobra um alto preço emocional. Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada, chora-se muito, os questionamentos são inúmeros, a vida se desestabiliza... Mas então chega o depois, a coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada na face. Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgição a ponto de as rugas sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho. Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar... Olhe-se no espelho...
8月12日 MULHERES OTIMISTAS VIVEM MAIS.Pois é isso mesmo... "rir ainda é a melhor opção para uma vida mais saudável" Bjs, Rose Marie Por BBC, BBC Brasil
Mulheres otimistas vivem mais, diz estudo...
Mulheres otimistas correm menos riscos de ter doenças cardíacas e vivem mais - de acordo com um estudo feito nos Estados Unidos. Uma pesquisa anterior, feita por especialistas holandeses, já havia concluído que o otimismo reduz o risco de problemas cardíacos em homens. Quase cem mil mulheres participaram do novo estudo, publicado na revista científica Circulation. A investigação concluiu que as pessimistas tendem a apresentar pressão mais alta e índices mais altos de colesterol. Mesmo quando esses fatores foram levados em consideração - ou seja, comparando-se grupos de mulheres com pressão alta e altos índices de colesterol - a diferença de atitude alterou significativamente os riscos entre otimistas e não otimistas. Mulheres otimistas tiveram 9% menos chances de desenvolver problemas cardíacos e 14% menos chances de morrer por qualquer causa após oito anos de acompanhamento. Em comparação, mulheres cínicas, que cultivam sentimentos hostis ou não confiam nos outros, apresentaram 16% mais probabilidade de morrer dentro do mesmo período. Uma possível explicação, segundo os pesquisadores, é que as otimistas talvez sejam mais capazes de enfrentar adversidades e de cuidar de si próprias quando ficam doentes. Mais exercícios O estudo concluiu que mulheres otimistas fazem mais exercícios e são mais magras do que as pessimistas. "As evidências indicam que negatividade constante e em alto grau é ruim para a saúde", disse a pesquisadora Hilary Tindle, da University of Pittsburgh. Para uma porta-voz da entidade beneficente britânica para doenças cardíacas British Heart Foundation, o aumento do risco de doenças cardíacas pela liberação de certas substâncias no organismo por conta de "emoções hostis" é conhecido, mas o mecanismo como isso funciona ainda é um mistério. "Atitudes otimistas ou hostis podem estar associadas a comportamentos que têm implicações para a saúde, como fumar ou seguir dietas ruins, o que pode também influenciar a saúde do coração", disse a porta-voz. "Uma boa coisa para todas as mulheres é que, independentemente da sua natureza, fazer escolhas saudáveis como não fumar e comer bem terá muito mais impacto sobre a saúde do seu coração do que a sua atitude." "São necessárias mais pesquisas para explorar como e por que essas características psicológicas podem afetar a saúde", mas o bom humor, sem dúvida alguma, afeta de maneira intensa a qualidade de vida da mulher.
7月29日 Morrer em vida é fatalFoto - olhares.com
Zero Hora - 03 de maio de 2009 N° 15958 - MARTHA MEDEIROS
Nunca esqueci de uma senhora que, ao responder por quanto tempo pretendia trabalhar, respondeu com toda a convicção: “Até os 100 anos”. O repórter, provocador, insistiu: “E depois?”. “Ué, depois vou aproveitar a vida”.É de se comemorar que as pessoas aparentem ter menos idade do que realmente têm e que mantenham a vitalidade e o bom humor intactos – os dois grandes elixires da juventude. No entanto, cedo ou tarde (cada vez mais tarde, aleluia), envelheceremos todos. Não escondo que isso me amedronta um pouco. Ainda não cheguei perto da terceira idade, mas chegarei, e às vezes me angustio por antecipação com a dor inevitável de um dia ter que contrapor meu eu de dentro com meu eu de fora.Rugas, tudo bem. Velhice não é isso, conheço gente enrugada que está saindo da faculdade. A velhice tem armadilhas bem mais elaboradas do que vincos em torno dos olhos. Ela pressupõe uma desaceleração gradativa: descer escadas de forma mais cautelosa, ser traída pela memória com mais regularidade, ter o corpo mais flácido, menos frescor nos gestos, os órgãos internos não respondendo com tanta presteza, o fôlego faltando por causa de uma ladeira à toa, ainda que isso nem sempre se cumpra: há muitos homens e mulheres que além de um ótimo aspecto, mantêm uma saúde de pugilista. A comparação com os pugilistas não é de todo absurda: é de briga mesmo que estamos falando. A briga contra o olhar do outro.Muitos se queixam da pior das invisibilidades: “Não me olham mais com desejo”. Ouvi uma mulher belíssima dizer isso num programa de tevê, e eu pensei: não pode ser por causa da embalagem, que é tão charmosa. Deve estar lhe faltando ousadia, agilidade de pensamento, a mesma gana de viver que tinha aos 30 ou 40. Ela deve estar se boicotando de alguma forma, porque só cuidar da embalagem não adianta, o produto interno é que precisa seguir na validade.Quem viu o filme Fatal deve lembrar do professor sessentão, vivido por Ben Kingsley, que se apaixona por uma linda e jovem aluna (Penélope Cruz) e passa a ter com ela um envolvimento que lhe serve como tubo de oxigênio e ao mesmo tempo o faz confrontar-se com a própria finitude. No livro que deu origem ao filme (O Animal Agonizante, de Philip Roth), há uma frase que resume essa comovente ansiedade de vida: “Nada se aquieta, por mais que a gente envelheça”.Essa é a ardileza da passagem do tempo: ela não te sossega por dentro da mesma forma que te desgasta por fora. O corpo decai com mais ligeireza que o espírito, que, ao contrário, costuma rejuvenescer quando a maturidade se estabelece.Como compensar as perdas inevitáveis que a idade traz? Usando a cabeça: em vez de lutarmos para não envelhecer, devemos lutar para não emburrecer. Seguir trabalhando, viajando, lendo, se relacionando, se interessando e se renovando. Porque se emburrecermos, aí sim, não restará mais nada.
2月26日 Maria do MorroMaria do Morro nasceu Maria Em pleno Carnaval, mas sem alegria. Mais uma criança, como outras tantas Que ali havia e ninguém percebia. Seu choro era fraco, seu corpo franzino. Os grandes olhos, arregalados, Denunciavam seu medo, do mundo que via. Chegou em má hora, dia de desfile Da comunidade em que ela vivia. Nem a mãe, se pudesse, ali estaria. As luzes, ao longe, mostravam a euforia Da grande cidade onde nasceu Maria.
Na festa onde pobres, trajados de reis Suavam e dançavam, agora esquecidos De todas mazelas, das balas perdidas Dos gritos de medo e corpos estendidos, Sentiam o orgulho das celebridades Após um ano inteiro desapercebidos. No estandarte as cores, da escola adorada. Na letra do samba o grito contido. Nas arquibancadas o grande alvoroço De ver quem é povo, agora aplaudido.
Maria não sabe, sequer imagina Sua mãe já sonha em vê-la rainha Rainha do morro e da passarela Arrancando suspiros de todos os homens Fazendo mulheres morrerem de inveja Com sua beleza estonteante e singela * Rose Marie *
2月11日 CaminhosNos caminhos onde andei, conheci muitas pessoas e diferentes paisagens.
Algumas permanecem guardadas em minha lembrança, outras seguem comigo na construção do meu presente.
Houve momentos em que desacreditei em tudo e outros que achei que nada era impossível.
Teve gente que me decepcionou, mas algumas pessoas me ensinaram a acreditar.
Caminhei com dificuldade em certos trechos e outros percorri com segurança absoluta.
Em alguns lugares tive companhia, em outros me senti completamente só. Opção ou, apenas, um modo de perceber?
Trouxe comigo o que pude, entre coisas que julguei um dia precisar.
Algumas deixei para trás, pois percebi que só me retardavam a caminhada.
Existem aquelas que vão e vêm. Coincidência, talvez, ou uma nova oportunidade de olhar para elas?
Reconhecer sua importância e resgatar a possibilidade de toma-las nas mãos.
Quem sabe, torna-las parte de minha bagagem ou descobrir que agora tenho a força necessária para enfrenta-las com mais naturalidade?
Importante é não sentir o arrependimento pelo que ficou no caminho e que não volta mais.
Fazer das escolhas erradas uma ponte para a reflexão é a única solução possível.
Tentar percorrer cada lugar, sem deixar de notar todas as possibilidades.
Acreditar que sempre existe uma saída, mesmo nos piores momentos. Nos mais dolorosos.
Ter a percepção do que posso modificar e a segurança de enfrentar o que não é possível.
Fazer algumas pausas para contemplar o que a paisagem me oferece, pois tudo tem o seu tempo de acontecer. Há que se aproveitar cada minuto como único que é.
Deliciar-me com as conquistas, sem deixar de entender que elas me trarão algumas perdas.
Usar da minha sensibilidade para tomar algumas decisões, pois nem sempre a razão é a maior conselheira.
Ser verdadeira com aqueles que me são importantes e, acima de tudo, comigo mesma.
Reconhecer que erro mas que devo cuidar para que esses erros não causem sofrimento a outras pessoas.
Jamais deixar de perceber e sentir a energia da natureza que me envolve e saber trocar, com ela, o máximo que eu puder.
Saber olhar primeiro a posição do sol, antes de deixar-me assustar pelo tamanho das sombras.
Aprender, a cada dia, o verdadeiro significado de VIVER.
* Rose Marie *
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